CEO da Raça avalia livro com visão de mulher negra sobre a pandemia

Muito ainda há de se escrever, analisar, teorizar, enfim, estudar a vasta produção realizada sobre o período mais crítico no qual a humanidade passou neste início de século, que foi auge da pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2022. Mas o que se criou naquele período? Quais as reflexões que estavam sendo realizadas? A resposta para essas perguntas começam a ser exibidas nas mais diversas formas de expressões, inclusive as literárias, como neste livro, “Negra percepção” de Rachel Quintiliano, que reúne artigos escritos para a revista RAÇA Brasil.

A presente obra é de uma importância sem igual, pois traz muito mais que as percepções de uma mulher negra, jornalista e ativista social. É o olhar negro, diferenciado, porque traz o sentimento de alguém que representa a parcela que mais foi atingida, não só no Brasil, mas no mundo pela pandemia.

Rachel Quintiliano consegue navegar com extrema sensibilidade entre fatos cotidianos e os mais relevantes temas, como machismo, racismo e outras pandemias, ainda incuráveis, da nossa sociedade. O refinamento e a autenticidade da autora nos mostram outros caminhos como o da esperança de futuro em um período de tantas tristezas e incertezas.

Esse trabalho é indispensável em momentos como esse, de reconstrução nacional, mostrando que garra, força, luta e superação podem, sim, andar lado a lado com a doçura, generosidade, afeto, inteligência e superação, uma marca das mulheres negras neste país em todos os tempos.

Maurício Pestana é jornalista, especialista nas áreas de diversidade e inclusão da CNN Brasil e CEO da revista RAÇA Brasil. 


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