Caso em Rio Grande do Sul acende alerta sobre violência contra pessoas negras

Caso em Rio Grande do Sul acende alerta sobre violência contra pessoas negras O tema abordado por Rachel Quintiliano, em seu comentário quinzenal no programa Giro das Onze da TV 247, foi a violência contra pessoas negras. Um homem negro é detido depois de chamar a polícia.

O caso ocorreu na semana passada, no dia 17/02 (sábado), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O homem negro estava sendo ameaçado por um homem branco, com canivete e chamou a polícia. Ao chegar no local, a polícia (Brigada Militar) deteve o motoboy imediatamente. Ele foi algemado e levado pela polícia, enquanto o agressor, um homem branco, foi conduzido até sua residência, onde deixou o canivete, se vestiu e depois também levado pela polícia, conforme apuração do G1.

Possivelmente os dois serão indiciados por lesão corporal. A autoridade local informou que dois agentes foram afastados e um inquérito foi aberto pela Brigada Militar (BM) para apurar o caso.

O ocorrido repercutiu em todo o país e deixou evidente o racismo institucional e o perfilamento racial.

PERFILAMENTO RACIAL / FILTRAGEM RACIAL Segundo a Organização das Nações Unidas, perfilamento racial é processo pelo qual as forças policiais fazem uso de generalizações fundadas na raça, cor, descendência, nacionalidade ou etnicidade ao invés de evidências objetivas ou o comportamento de um indivíduo, para sujeitar pessoas a batidas policiais e outros procedimentos.

RACISMO INSTITUCIONAL É o fracasso das instituições e das organizações em prover um serviço profissional e adequado às pessoas por causa da sua cor, cultura, origem racial ou étnica. Manifesta-se por meio de normas, práticas e comportamentos discriminatórios adotados no cotidiano de trabalho, resultantes da ignorância, da falta de atenção, do preconceito ou da incorporação e da naturalização de estereótipos racistas. Em qualquer caso, o racismo institucional sempre impõe a pessoas de grupos raciais ou étnicos discriminados situação de desvantagem no acesso a benefícios gerados pelo Estado, por instituições e organizações públicas e privadas. LOPES, F; QUINTILIANO, R. Racismo institucional e o direito humano à saúde. Democracia Viva, Rio de Janeiro, v. 34, 2007, p. 12.

Conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, 76,5% dos mortos eram negros (morte violenta). Negros são, portanto, as principais vítimas da violência independente da ocorrência registrada Quando o assunto é a violência por intervenção policial, o percentual chega a 83,1%. O programa é apresentado pela jornalista Camila França.

Deixe um comentário