Todas as pessoas deveriam celebrar o 20 de novembro

Pessoas negras e não negras deveriam celebrar data de luta por igualdade e liberdade – o Dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares

Estátua de Zumbi dos Palmares. Foto de Jose Carlos Costa/Creative Commons
Estátua de Zumbi dos Palmares. Foto de Jose Carlos Costa/Creative Commons

Segundo o Nei Lopes, na Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana, consciência negra é uma “ideologia que se expressa na África e na Diáspora, mediante a aquisição, do indivíduo negro, de autoconhecimento e de autoestima em relação a sua originalidade étnica e cultural”. 

No Brasil, o conceito nasceu e foi difundido pelo movimento social negro ao longo de muitos anos e na década de 1970 ganhou expressão a partir da proposição da criação do Dia da Consciência Negra, a ser celebrado em 20 de novembro, data morte do líder negro e quilombola, Zumbi dos Palmares. 

A data foi proposta em campanhas deflagradas no Rio Grande do Sul, pelo grupo Palmares, no início da década de 1970 e aprovada, no mesmo período, em uma assembleia do Movimento Negro Unificado (MNU). Contudo, só em 2011, a então presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou a Lei 12.519 e estabeleceu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Ao que pese o trabalho constante do movimento social negro, que atravessa séculos, muito ainda pode-se aprender e discutir sobre o assunto, inclusive o reconhecimento de toda a sociedade brasileira sobre a importância desta data, sobre especialmente o papel fundamental de Zumbi dos Palmares e de outras lideranças quilombolas da época, pela libertação do país. 

Zumbi dos Palmares foi uma liderança do Quilombo de Palmares que agregava várias outras comunidades e mais de 6 mil pessoas. Reconhecido articulista e estrategista militar, manteve o quilombo resistente às emboscadas patrocinadas pelos senhores de terras da região e da própria Coroa, até 20 de novembro de 1695, quando foi assassinado. 

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