Quando um manuscrito começa a ganhar forma de livro



Na minha opinião, um dos momentos mais incríveis do processo de produção de um livro é a discussão sobre a capa. É o momento, que o autor/a/e é pressionado a pensar em símbolos, cores, grafismos, imagens que podem traduzir, seduzir ou até mesmo complementar a mensagem que o livro pretende passar.
Faz algum tempo que fui provocada pelo meu editor, a externar minhas opiniões e desejos sobre a capa. Para embarcar no assunto, recebi um documento (briefing) com perguntas orientadoras sobre essa etapa.
O documento era muito objetivo e simples, mas me provocou a pensar sobre o público do livro, cores, formas, entre outros elementos que podem ajudar a equipe de arte e diagramação a avançar na construção de uma proposta de capa e montagem do miolo de um livro.
Por sorte, nossas ideias foram convergentes e rapidamente percebi que estávamos caminhando na mesma direção. Sem pestanejar descobrimos que para a capa que estamos pensando e também a diagramação interna, alguns títulos de capítulos precisariam ser revisitados. É aquele momento em que a arte supera as normas da língua portuguesa e eu não tenho nenhum problema com isso. Muitas vezes, transmitir a mensagem é mais importante.
Opa, para tudo! Acho que agora sei exatamente o momento em que o livro entra em trabalho de parto.
Certa disso, a sensação de satisfação perdurou por dias, ainda que em constante briga com a ansiedade.
