A primeira reunião oficial. Quando a editora decide que vai publicar seu material



Era um dia como outro qualquer, do mês de maio. Eu já tinha cumprido minha carga diária de trabalho e contava os minutos para a conversa. Estava ansiosa para saber se a editora tinha gostado do original enviado meses antes e se teria interesse em publicar.
Para minha surpresa, a reunião, on-line, foi super objetiva e já começou com um “sim” da editora sobre a publicação do livro, seguida de uma justificativa sobre a decisão.
Enquanto o editor falava, eu fazia anotações desesperadas para disfarçar minha emoção. Eu estava realmente tomada por um misto de alegria, euforia e satisfação.
Ele explicou que mesmo meu conteúdo sendo muito diferente do que eles costumam publicar, que existe um ponto de conexão entre o meu texto e os princípios da editora: disseminar o pensamento negro.
Óbvio que meu livro é sobre isso, mas eu ainda não tinha me observado a partir desse lugar de “pensadora negra”, de alguém que examina, analisa, opina, contribui para construir uma ideia, conceito sobre alguma coisa.
Depois desse baque, passei dias pensando sobre o assunto.
Vamos em frente… partimos para a discussão sobre a produção do livro; questões contratuais; cronograma e expectativa quanto a data de lançamento; distribuição e divulgação.
Daquela reunião em diante, um trabalho conjunto começou e um original cheio de problemas passou a ganhar forma e em breve, estará nas vitrinas das livrarias.
Credito da foto: Laura Kapfer no Unsplash
